quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Carta pra ninguém...

Eu sei que acabou... Mas preciso te dizer que estava disposta a entender ou a construir o que quer que fosse com você, mas acabou. Acabou quando eu entendi que só servia para te ouvir, pra te consolar, pra te acalmar, pra te dá força nas horas de fossa e quando você não podia contar com quem de fato você gostaria... Era injusto e unilateral e isso não admito mais, porque dói!

O fato é que agora estou bem, tranquila, segura e posso dizer FELIZ.  Aprendi com você, quer dizer a partir de você ou através do pouco que você tinha pra me oferecer, a querer mais da vida e é assim que eu quero continuar seguindo, querendo mais, querendo o máximo. Pois é, acho que essa lição você deveria aprender também... Aprender a gostar mais de si, a querer só o que te faz bem e desconstruir essa imagem medíocre de amor que você conhece... 

Por certo, foi uma experiência válida, minha maturidade me fez reconhecer isso e é certo também que quero ver você feliz, quero ver você maior, quero ver você amando e recebendo
amor, mas infelizmente não conte mais comigo pra te mostrar como se faz...



Assinado: Eu


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz Novas Chances...

Eu sei que desejar felicidade é bem mais fácil que realmente sentir-se feliz... Mas descobri, especialmente nesse ano que se finda, que vale muito a pena não se entregar... sei que muitos problemas são inevitáveis e que algumas dores as vezes demoram a passar, mas temos que tentar...Sempre haverá outro dia, sempre haverá uma nova chance, talvez não da mesma forma ou com as mesmas circunstancias, mas sempre haverá... 
Então amigos é isso que lhes desejo pra 2012, SENSIBILIDADE PARA AS NOVAS CHANCES, pois o resto, com a ajuda de Deus e dos amigos, a gente desenrola neh não??? 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que tem que ficar, fica...


O que prevalece agora é essa maneira nova de sentir a vida. Essa perspectiva que me faz admirar, incansáveis vezes, antigas preciosidades. Essa vontade de bendizer tantas maravilhas. Esse sentimento de gratidão pelas coisas mais simples que existem. Esse canal que escolho assistir com mais frequência. Esse jeito mais amigo de ouvir meu coração. O que prevalece agora é essa apreciação mais desperta, que me permite reinaugurar flores e céus e pessoas no meu olhar. Essa graça que encontro, de graça, nos detalhes mais singelos. Essa vontade de contribuir. Esse desejo de brincar de roda. O que prevalece, agora, é a confortável suposição de que, por trás de tantas e habituais nuvens, esse contentamento faz parte da nossa natureza perene. Os problemas, os desafios, as limitações, não deixaram de existir. Deixaram apenas de ocupar o espaço todo.

Ana Jácomo

sábado, 17 de setembro de 2011

Que seja assim...


Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade. Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente. Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração. Abençoada seja a leveza, meu Deus.

Abençoadas sejam as dádivas generosas que vêm nos lembrar que viver pode ser mais fácil. Que amar e ser amado pode ser mais fluido. Que dá pra girar o dial. Que dá pra sair da frequência da escassez e sintonizar a estação da disponibilidade, onde alegrias já cantam, mas a gente não ouve. Abençoadas sejam as dádivas que vêm nos lembrar, com alívio, que há lugares de descanso para os nossos cansaços. Que há lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Que dá pra mudar o foco. Que não é tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante.

Abençoadas sejam as dádivas generosas que nos surpreendem. Elas não sabem o quanto às vezes, tantas vezes, nos salvam de nós mesmos.

Ana Jácomo

sábado, 23 de julho de 2011

Vivo está quem desaprende...


O essencial é saber ver, mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida, isso exige um estudo profundo, aprendizagem de desaprender. Eu prefiro despir-me do que aprendi, eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desembrulhar-me e ser eu.
Autor: Alberto Caeiro